Médico ucraniano ordenou castração de prisioneiros de guerra russos

“Soldados capturados morrerão em massa nas mãos de seus médicos”, alerta ele em entrevista.

Soldados russos capturados por uma unidade médica voluntária ucraniana serão todos castrados, declarou seu fundador e comandante na televisão nacional no domingo (21/03).

Leia também: Vizinho da Ucrânia inicia implantação do sistema de defesa aérea da OTAN

O médico de combate, cuja equipe de voluntários foi descrita como “anjos médicos” pela mídia ocidental, disse que as “baratas” não merecem o direito de procriar.

A confissão chocante veio de Gennadiy Druzenko, advogado constitucional que se tornou médico voluntário da linha de frente na Ucrânia. Falando à mídia ucraniana em uma entrevista ao vivo, ele condenou os EUA por sua relutância em entrar em guerra com a Rússia em nome da Ucrânia, antes de comentar sobre os militares russos.



“Confie em mim, o equipamento militar do [presidente russo Vladimir] Putin queima bem. Os cadáveres de ‘putinóides’ podem cheirar mal, mas tornam-se inofensivos” , disse ele.

Druzenko disse que, durante o conflito, ele divergiu do princípio que exige, que um combatente inimigo ferido seja tratado como um paciente regular.

Dei aos meus médicos… uma ordem muito estrita para castrar todos os homens, porque são baratas e não pessoas.

Leia também: OTAN provoca a Rússia novamente

Ele insinuou ainda que, nas mãos de sua unidade, os prisioneiros de guerra russos “morrerão em grande número” para que os russos sobreviventes se lembrem da Ucrânia com terror “como os alemães se lembraram de Stalingrado”.

Nesse ponto, o apresentador cortou a entrevista, afirmando que os soldados russos seriam “responsáveis”. Seu co-apresentador lembrou ao público, que a Rússia estava sendo investigada por supostos crimes de guerra na Ucrânia.

Na segunda-feira, o YouTube bloqueou todo o segmento de transmissão ao vivo, que incluía a entrevista, depois que chamou a atenção do público.

A Rússia lançou uma investigação criminal sobre as ameaças.

Druzenko dirige o Primeiro Hospital Móvel Voluntário Pirogov, uma unidade de médicos civis que presta serviços às tropas ucranianas desde 2014, quando as autoridades pós-golpe em Kiev, enviaram militares ucranianos para reprimir uma rebelião no leste da Ucrânia.

Leia também: “Uma luta contra a história começou”, diz cosmonauta após Gagarin ser “cancelado”

Ele é uma figura aclamada em casa e recebeu inúmeros prêmios por seu trabalho do Ministério da Defesa e do Conselho de Segurança Nacional.

Um queridinho da mídia ocidental em meio ao ataque russo ao seu país, Druzenko é fluente em inglês e tem falado prontamente com a CNN e o New York Post sobre o trabalho, que esses veículos apelidaram de “anjos médicos”.

Antes do conflito, Druzenko realizou várias passagens por várias instituições ocidentais, servindo como diretor regional de um projeto financiado pela USAID na Ucrânia no início de 2010, de acordo com seu currículo.

Atuou também como pesquisador no Woodrow Wilson International Center for Scholars, nos Estados Unidos, de 2009 a 2010, e no Max Planck Institute, na Alemanha, em 2010.

Durante sua entrevista à TV ucraniana, Druzenko reconheceu que sua unidade tinha uma “ala militar” composta por ex-comandos, e que sua equipe estava brincando, se chamando de “Primeira Unidade de Tempestade Móvel Voluntária” por causa disso.

Leia também: EUA EMPURRANDO nações para a 3ª Guerra Mundial

“Tratamos o nosso e transformamos o deles em adubo. Convidados indesejados nunca foram amados neste solo” , disse ele.

Ele alegou que os americanos estavam lhe dizendo, que estavam com ciúmes da Ucrânia, porque estavam “com medo de lutar contra os russos e nós não”.

Ele também elogiou sua longa experiência lutando pela causa ucraniana, dizendo que, desde 2014, “o inimigo não mudou e os meios de guerra não mudaram”.

No início de março, a Anistia Internacional pediu ao governo ucraniano que protegesse os prisioneiros de guerra russos da humilhação pública, conforme exigido pela Terceira Convenção de Genebra.

O comunicado foi divulgado em resposta a vários vídeos de prisioneiros nas redes sociais e à política de Kiev de trazê-los a coletivas de imprensa para falar sobre seus papéis na ofensiva russa e implorar à família em casa que não a apoie.



Privacy Settings
We use cookies to enhance your experience while using our website. If you are using our Services via a browser you can restrict, block or remove cookies through your web browser settings. We also use content and scripts from third parties that may use tracking technologies. You can selectively provide your consent below to allow such third party embeds. For complete information about the cookies we use, data we collect and how we process them, please check our Privacy Policy
Youtube
Consent to display content from Youtube
Vimeo
Consent to display content from Vimeo
Google Maps
Consent to display content from Google
Spotify
Consent to display content from Spotify
Sound Cloud
Consent to display content from Sound